"Voltar ali onde
A verde rebentação da vaga
A espuma o nevoeiro o horizonte a praia
Guardam intacta a impetuosa
Juventude antiga --
Mas como sem os amigos
Sem a partilha o abraço a comunhão
Respirar o cheiro a alga da maresia
E colher a estrela do mar em minha mão"
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Musa
domingo, 15 de junho de 2008
Caramel
sábado, 14 de junho de 2008
Rumo a ti
Tinha pressa de chegar
Por isso atravessei às cegas
Sem reparar nas sombras
que escureciam o caminho
Nem nas luzes da cidade
que me encadeavam os pensamentos
E me atraiçoavam os passos
Esqueci a razão e a prudência
Corri tanto sem pensar
Levada pelo bater do coração
A respiração ofegante
Indiferente ao peso dos olhares
E à implacabilidade dos juizos
Tinha pressa de chegar
Porque queria saber de ti
Sentir o perfume dos teus cabelos
A brancura da tua pele
E sentar-me no chão da sala
A contar-te todas as coisas
que ainda não te tinha podido contar
Por isso atravessei às cegas
Sem reparar nas sombras
que escureciam o caminho
Nem nas luzes da cidade
que me encadeavam os pensamentos
E me atraiçoavam os passos
Esqueci a razão e a prudência
Corri tanto sem pensar
Levada pelo bater do coração
A respiração ofegante
Indiferente ao peso dos olhares
E à implacabilidade dos juizos
Tinha pressa de chegar
Porque queria saber de ti
Sentir o perfume dos teus cabelos
A brancura da tua pele
E sentar-me no chão da sala
A contar-te todas as coisas
que ainda não te tinha podido contar
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Calçada Portuguesa
Debaixo da chuva miudinha
A calçada portuguesa mudou
Babel de vozes e cores
Na ida matinal para o trabalho
A calçada portuguesa mudou
Babel de vozes e cores
Na ida matinal para o trabalho
terça-feira, 27 de maio de 2008
Um brinde
As caras fustigadas pelo vento e a pele de sol e de mar
Trepámos ao cimo do monte e entrámos no castelo encantado
Ávidos, corremos para as suas muralhas
E à nossa espera
À nossa espera a imensidão do verde
A liberdade do azul
Éramos muitos
E ficámos assim
A fotografar o mundo com o nosso sorriso
A explodirmos de vida
De tanto amor
De tanto amanhã
Esses eram os dias e as noites
Tínhamos o mundo guardado na palma da mão
E a certeza de que seria para sempre nosso
Um brinde às amizades nascidas no começo dos Tempos
Trepámos ao cimo do monte e entrámos no castelo encantado
Ávidos, corremos para as suas muralhas
E à nossa espera
À nossa espera a imensidão do verde
A liberdade do azul
Éramos muitos
E ficámos assim
A fotografar o mundo com o nosso sorriso
A explodirmos de vida
De tanto amor
De tanto amanhã
Esses eram os dias e as noites
Tínhamos o mundo guardado na palma da mão
E a certeza de que seria para sempre nosso
Um brinde às amizades nascidas no começo dos Tempos
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